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Clínica Paula Bellotti cria setor especializado em peles negras

As peles negras, embora mais resistentes, têm particularidades que merecem atenção especial. São mais propensas, por exemplo, a manchas, foliculite, estrias e quelóides.

A Clínica Paula Bellotti possui agora um setor exclusivamente voltado ao tratamento de peles negras, o qual conta com a expertise da Dra. Katleen da Cruz Conceição, chefe do Ambulatório de Dermatologia da Pele Negra do Hospital Geral de Bonsucesso (HGB) e considerada uma expert no assunto.

Se por um lado, a maior quantidade de melanina presente na pele negra a torna mais resistente ao sol e a maior concentração de fibras colágenas adia o aparecimento das primeiras rugas, por outro trata-se de um tipo de pele mais suscetível ao aparecimento de manchas e outros problemas.

“São muitas as vantagens da pele negra, mas também há cuidados a serem tomados e particularidades, respeitadas. É fato que as pessoas negras demoram mais a envelhecer, não aparentam a idade real, têm uma pele mais firme e possuem bem menos propensão a rugas ou ao surgimento da celulite. Mas há de se considerar também a maior incidência de quelóides após cirurgias ou traumas, além da maior facilidade para o surgimento de manchas devido à alta concentração de melanina”, explica Dra. Katleen.

Outra característica da pele negra é o número maior de glândulas sebáceas que possui, responsáveis pelo surgimento de espinhas e cravos. Então, deve-se redobrar a atenção com a limpeza e os cuidados diários. Queimaduras ou procedimentos estéticos também podem estimular o aparecimento de manchas. Portanto, é necessário um cuidado maior também durante os procedimentos por causa do risco de pigmentação.

O uso dos lasers no tratamento das peles negras, ainda considerado uma espécie de tabu no Brasil, pode trazer excelentes resultados. Segundo a dermatologista, os lasers quando utilizados com uma menor potência costumam ser uma ótima opção por serem menos agressivos à pele. Eles podem ser utilizados, por exemplo, para tratar queixas como foliculite (pêlos encravados), manchas pós acne, estrias e cicatrizes, muito comuns na pele negra.

Dra. Katleen afirma que todos os lasers podem ser usados nesse tipo de pele, mas sempre com muito cuidado e em potências menores devido à maior facilidade de pigmentação. Ela explica que, no caso da depilação à laser, o paciente deve ser sempre orientado a não se expor ao sol nos dias seguintes. E os resultados, de acordo com a especialista, dependem muito também do tratamento tópico domiciliar à base de clareadores.

Já para tratar estrias, outra queixa frequente em pacientes negros, a médica indica os lasers fracionados não ablativos também em potências mais baixas. O tratamento para estrias compreende de 6 a 8 sessões, com intervalos de um mês entre uma e outra.
“Um erro muito comum que observamos em pacientes de pele negra é o hábito de não usarem filtro solar regulamente e a nossa recomendação é sempre de aplicar, diariamente, um filtro com FPS mínimo de 15 e com proteção anti UVA e UVB, a fim de evitar o risco de pigmentação e também o envelhecimento precoce”, alerta Dra. Katleen.

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