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Acne na Mulher Adulta

Causas diversas podem levar ao surgimento do problema na vida adulta. O importante é o diagnóstico preciso e a terapêutica correta.

Será possível mesmo ter acne depois dos 30 anos? Segundo a Dra. Paula Bellotti, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), não só é possível, como acontece (e muito!) o desenvolvimento da acne na fase adulta. Várias pacientes chegam ao seu consultório com essa queixa. Há casos, inclusive, de pessoas que sequer sofreram com o problema quando mais jovens e que, anos mais tarde, passam a conviver com ele.

A médica explica que na fase adulta, a acne apresenta características totalmente diferentes daquelas observadas na adolescência e, geralmente, vem associada ao fotoenvelhecimento, resultado da exposição solar excessiva. Pode estar relacionada a agentes externos, como o uso de cosméticos inadequados, geralmente muito oleosos e que acabam obstruindo as glândulas sebáceas; uso de medicamentos sistêmicos; oleosidade excessiva; alterações hormonais; distúrbios menstruais; alimentação errada; obesidade e até estresse.

“Algumas pessoas, na tentativa de melhorar o aspecto da pele, lavam o rosto muitas vezes por dia, cutucam as lesões ou exageram no uso de cosméticos para disfarçar o problema, podendo assim agravar ainda mais o quadro”, explica Dra. Paula. Outra prática nada recomendada, segundo a dermatologista, é se expor ao sol, acreditando que isso levará a uma melhora no aspecto da pele. “Num primeiro momento, isso até acontece, mas ledo engano. Depois a acne volta e ainda pior, uma vez que vem acompanhada das manchas e envelhecimento provocados pelo sol”, afirma.

A regra número um então para quem tem acne é abolir de vez os cosméticos à base de cremes, devendo-se optar sempre por produtos em gel e filtros solares oil free. Também é proibido espremer ou cutucar o rosto! Apesar da irritação e transtornos que a acne gera, aqui vai uma boa notícia: ninguém precisa se desesperar, porque o problema pode ser controlado e até resolvido, desde que o paciente recorra a um especialista, que irá prescrever o tratamento mais indicado para cada caso. Portanto, nada de automedicação! “Muitas vezes, o que funciona na pele de uma amiga ou colega de trabalho, poderá não servir para você e até piorar o aspecto das lesões”, explica Paula Bellotti.

Ela diz que o tratamento envolve desde medicamentos orais ou tópicos para serem administrados em casa até procedimentos em consultório. “O importante é o diagnóstico preciso e a terapêutica correta”, finaliza.

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